Obras
Ponte Figueira da Foz
EN 109/ EN 11 – Reabilitação da Ponte da Figueira da Foz e dos seus acessos. Reparação dos pegões das torres norte e sul
2005
Os pegões de fundação das torres da ponte da Figueira da Foz apresentavam evidências de reações expansivas. O padrão de fissuração do troço de encabeçamento (a partir da junta de betonagem a cerca de 1 m do topo) evidenciava os efeitos fraturantes em volume resultantes da reação álcali-agregado. A zona de topo dos pegões evidenciava um avançado estado de corrosão das armaduras, com delaminação do betão de recobrimento, certamente devido ao elevado teor de cloretos e despassivação das armaduras por carbonatação do betão.
Etapas e técnicas utilizadas
Admitindo que a zona permanentemente submersa não apresentava sinais de corrosão das armaduras, por falta de oxigénio disponível, adotou-se a seguinte metodologia:
a) Reparação profunda total de uma faixa com cerca de 1 m de altura, em toda a periferia do topo dos oito pegões, pela técnica de substituição de uma espessura de cerca de 8 cm do betão de recobrimento, por betão projetado estrutural aplicado por via seca com máquinas de câmara dupla.
b) Reparação profunda localizada numa faixa de 4 m de altura, em toda a periferia do topo dos oito pegões – zona correspondente à variação de maré e troço permanentemente emerso, com evidências localizadas de corrosão das armaduras, pela técnica de substituição numa espessura de 8 cm do betão de recobrimento, por betão projetado estrutural aplicado por via seca com máquinas de câmara dupla.
c) Reparação superficial, picagem de cerca de 2 cm e correção do recobrimento das armaduras para 5 cm, nas restantes zonas expostas na baixa-mar não objeto de reparação profunda.
d) Revestimento desde o troço centrado com a baixa-mar mínima até ao leito do rio, dos pegões do pilar norte, com o sistema de encapsulamento compósito APE.
e) Execução de reforço estrutural com aplicação de laminados em fibra de carbono, de 60×1.4 mm, de baixo módulo – 200 GPa, incluindo a aplicação de argamassa projetada com espessura de 1.5 cm, para incrementar a proteção mecânica das fibras.
f) Revestimento por aplicação de barramento epóxido, da faixa reparada à maré.
FICHA TÉCNICA
LOCAL: Figueira da Foz, Coimbra
CLIENTE: Soares da Costa, S.A.
DONO DA OBRA: EP – Estradas de Portugal, E.P.E.
PROJETO DE REABILITAÇÃO: Eng.º Armando Rito com assessoria da LEB
FISCALIZAÇÃO: Soares da Costa, S.A. – EP – Estradas de Portugal, E.P.E.
DIRETOR DA OBRA: Eng.º José Paulo Costa
VALOR: € 385 129,27
PRAZO DE EXECUÇÃO: 4 meses
TÉCNICA APLICADA