Obras
Docas da Lisnave
Reabilitação das Docas 20 e 21 da Lisnave na Mitrena
2009
Edificadas no estuário do Rio Sado, na década de 70 do século XX, as docas da Lisnave constituem uma importante infraestrutura para a construção e reparação naval. Ao longo do tempo, as docas têm sido copiosamente mantidas, conservadas e reparadas. Na década de 90, foram objeto de uma impressionante intervenção de reabilitação estrutural, tendo, na altura, sido reparados 38.000 m² do betão das paredes. Cerca de 20 anos depois, foi realizada mais uma fase de reabilitação.
Técnica utilizada
A intervenção realizada envolveu a reparação de cerca de 18.000 m² do betão das lajes de fundo, os dois quilómetros de galerias técnicas e uma reincidência na reparação das paredes de 5.000 m².
A técnica usada na reparação do betão é a remoção por hidrodemolição do betão degradado e a reposição por projeção de betão por via seca com máquinas de câmara dupla. Esta técnica revelou-se, nos vinte anos que decorreram da última reparação das paredes, de grande durabilidade. Num ambiente de agressividade extrema, a taxa de reparação reincidente é de 10% ao cabo de vinte anos.
FICHA TÉCNICA
LOCAL: Mitrena Setúbal
CLIENTE: LISNAVE – Estaleiros Navais, S.A.
DONO DA OBRA: LISNAVE – Estaleiros Navais, S.A.
PROJETO DE REABILITAÇÃO: A2P – Estudos e Projetos, Ld.ª
FISCALIZAÇÃO: PROMAN – Centro de Estudos e Projetos, S.A.
DIRETOR TÉCNICO DA EMPREITADA: Eng.º José Paulo Costa
DIRETOR DA OBRA: Eng.º Pedro Miguel Colaço
VALOR: € 5 312 473,08
PRAZO DE EXECUÇÃO: 12 meses
TÉCNICA APLICADA